quinta-feira, 14 de agosto de 2008

OS VALORES DO DIÁRIO CATARINENSE

O Jornal impresso de maior circulação em Santa Catarina publicado em 14/08/2008 destaca em sua capa:

“Atleta mais premiado da história das Olimpíadas, Phelps não chega a ser assustador, mas é um homem feio. Ele tem gogó encaroçado, nariz do tamanho de um celular, orelhas de abano e caninos de vampiro.”

Não há nada para comemorar nas conquistas do americano Phelps na natação. Se fosse brasileiro haveria. Contudo há o que aprender com sua dedicação e o incentivo que seu país dá aos talentos. O atleta treina tanto, inclusive no dia de Natal, que diz não sobrar tempo para namorar. O que surpreende é ver o DC destacar em sua capa a aparência física do campeão, lhe atribuindo adjetivos de feiúra. Enviar um correspondente ao outro lado do mundo para relatar e disseminar a futilidade de uma aparência física é relevante para a sociedade catarinense? E se olharmos para nossos "craques" do futebol que se deitam em orgias e bebedeiras? Sem falar nas aparências físicas e falta de comprometimento com o esporte. Antes de desmerecer as conquistas que são fruto da competência, utilizando comparações baixas e invejosas, olhemos para nosso governo e nossa sociedade acomodada. Exemplos existem para ensinar.

INTERNET ATINGE MAIS DE 40 MILHÕES NO BRASIL


Rede de computadores cresce sem acompanhamento de ações educativas para sua exploração.

O crescimento da internet bate recorde. Hoje já é utilizada por mais de 22% da população brasileira. As vendas de computadores fazem do Brasil o quinto país no mundo, em unidades. Mas as maiores conseqüências estão na transformação do comportamento dos usuários. Principalmente dos mais jovens.

Nas últimas décadas, os computadores domésticos, a exemplo dos demais aparelhos eletro-eletrônicos, se multiplicaram. A invasão da tecnologia no cotidiano, sobretudo dos jovens de hoje - principais testemunhas deste período, trouxe mudanças irreversíveis.
Segundo estimativas, o brasileiro gasta em média, quase 24 horas por mês utilizando a Internet. Operações bancárias, inscrições em cursos, vestibulares e concursos, estão entre os incontáveis procedimentos formais importantes feitos na frente do teclado, sem sair de casa.
Com desenvolvimento tão acentuado, os investimentos na rede, como em publicidade por exemplo, que cresceu 36% no último ano no país, são decisivos para solidificar a nova realidade virtual. Serviços e compras também aproveitam o terreno fértil da comunicação online, oferecendo atendimento a domicílio.
Contudo, o cenário é preocupante quando se avaliam as conseqüências deste crescimento da tecnologia na vida e na saúde da população. A quebra das fronteiras físicas e a instantaneidade das informações cobram um preço alto na relação entre as pessoas. “A velocidade de um clique para obter uma informação desejada, a possibilidade de encontrar na internet um mundo paralelo, dentre outros fatores, operam mudanças no comportamento. Muitas vezes, o indivíduo se torna impaciente, evoluindo para um quadro de distúrbio de ansiedade, isolamento e depressão posteriormente”, explica o psicólogo Roberto Lustosa de Andrade. A falsa impressão de que o mundo virtual supre suas necessidades de comunicação faz com que a pessoa, ao se deparar com o mundo real, sinta desconforto, irritabilidade, solidão. Ainda segundo o psicólogo, um perfil comum de um dependente da Internet é o de um indivíduo tranqüilo, introspectivo, tímido. Na maioria dos casos, com idade entre 16 e 25 anos.
Os projetos de inclusão digital anunciados pelo governo aquecem os debates em torno das conseqüências, que em contrapartida aos benefícios do acesso livre à Internet, trazem enorme preocupação à formação dos jovens. Isso porque enquanto muitos pais observam o relacionamento e os meios freqüentados pelos filhos na vida real, no mundo paralelo da Internet eles estão livres e suscetíveis a conteúdos promíscuos como pornografia, violência explícita, racismo e preconceito.
A rapidez com que as portas se abrem para a tecnologia, nem sempre permite acompanhamento de medidas controladoras da sua exploração e utilização. Assim, no caso da Internet, correto ou não, a responsabilidade pela sua participação na formação da personalidade, principalmente dos jovens, fica nas mãos dos pais, quando presentes. Os riscos de uma sociedade fria, composta por pessoas afastadas umas das outras, enquanto isso, vai se concretizando. Parece ambíguo na era da comunicação sem fronteiras. Mas isso se a falsa impressão de conexão - via Internet, não for transposta. A tecnologia existe para facilitar, para servir como ferramenta. Mas seu mau uso faz a sociedade dependente.

PESCA DA TAINHA TEM FRACA TEMPORADA EM 2008

Aspectos naturais, aliados à falta de incentivo ao setor, são fatores contribuintes.

A pesca artesanal da Tainha, tradicional na costa catarinense, enfrentou temporada muito inferior à do ano passado. Com início em 1° de maio e término em 30 de junho, teve em 2008, uma das temporadas mais fracas dos últimos anos.

Apesar de não haver registro oficial da quantidade pescada, estima-se que a queda tenha sido de 70% em relação ao ano passado aproximadamente. Uma das razões mais evidentes é a prolongação do verão e das temperaturas mais elevadas, contrariando a normalidade.
Os cardumes passam pelo litoral do estado provenientes da região da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, em direção ao Rio de Janeiro, para a reprodução. Segundo a Sindpesca - Sindicato dos Pescadores de Santa Catarina, não há muito o que fazer para garantir uma boa temporada de pesca já que isso depende de fatores naturais.
Contudo, o setor enfrenta dificuldade quando as embarcações necessitam de socorro, por parte do governo. “Alegam que falta combustível nos equipamentos, fazem inúmeros questionamentos e são incompetentes no resgate. Podemos ouvir os pedidos de socorro pelo rádio, mas não temos o que fazer”, explica o presidente da Sindpesca, Osvani Gonçalves. Para ele, a tradição de pesca artesanal na região está sendo destruída por falta de incentivo.
O Chefe do departamento de Segurança de Tráfego Aquaviário, Camilo Berni Nunes, da Capitania dos Portos, afirma que desconhece tal problema nos resgates. Assume porém, que a elevada quantidade de embarcações irregulares, sem as devidas medidas de precaução a situações de risco, atrapalha a atuação do seu departamento.
Existem 6380 embarcações de pesca registradas e devidamente regularizadas em Santa Catarina. A fiscalização é de responsabilidade do IBAMA - órgão federal, em conjunto com a Polícia Ambiental estadual.Para a regulamentação das atividades pesqueiras, foi realizada em Itajaí, no ano passado, uma reunião entre comunidades e colônias interessadas. O processo gerou a Normativa 171, que instituiu novas diretrizes para o setor, disponibilizada no endereço eletrônico
www.ibama.gov.br/cepsul. A FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Instituto Chico Mendes - organização não governamental, realizam pesquisas científicas que podem ser usadas como suporte à pesca artesanal. Para mais informações, acesse os sites: www.furg.br e www.institutochicomendes.org.br.