Aspectos naturais, aliados à falta de incentivo ao setor, são fatores contribuintes.
A pesca artesanal da Tainha, tradicional na costa catarinense, enfrentou temporada muito inferior à do ano passado. Com início em 1° de maio e término em 30 de junho, teve em 2008, uma das temporadas mais fracas dos últimos anos.
Apesar de não haver registro oficial da quantidade pescada, estima-se que a queda tenha sido de 70% em relação ao ano passado aproximadamente. Uma das razões mais evidentes é a prolongação do verão e das temperaturas mais elevadas, contrariando a normalidade.
Os cardumes passam pelo litoral do estado provenientes da região da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, em direção ao Rio de Janeiro, para a reprodução. Segundo a Sindpesca - Sindicato dos Pescadores de Santa Catarina, não há muito o que fazer para garantir uma boa temporada de pesca já que isso depende de fatores naturais.
Contudo, o setor enfrenta dificuldade quando as embarcações necessitam de socorro, por parte do governo. “Alegam que falta combustível nos equipamentos, fazem inúmeros questionamentos e são incompetentes no resgate. Podemos ouvir os pedidos de socorro pelo rádio, mas não temos o que fazer”, explica o presidente da Sindpesca, Osvani Gonçalves. Para ele, a tradição de pesca artesanal na região está sendo destruída por falta de incentivo.
O Chefe do departamento de Segurança de Tráfego Aquaviário, Camilo Berni Nunes, da Capitania dos Portos, afirma que desconhece tal problema nos resgates. Assume porém, que a elevada quantidade de embarcações irregulares, sem as devidas medidas de precaução a situações de risco, atrapalha a atuação do seu departamento.
Existem 6380 embarcações de pesca registradas e devidamente regularizadas em Santa Catarina. A fiscalização é de responsabilidade do IBAMA - órgão federal, em conjunto com a Polícia Ambiental estadual.Para a regulamentação das atividades pesqueiras, foi realizada em Itajaí, no ano passado, uma reunião entre comunidades e colônias interessadas. O processo gerou a Normativa 171, que instituiu novas diretrizes para o setor, disponibilizada no endereço eletrônico www.ibama.gov.br/cepsul. A FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Instituto Chico Mendes - organização não governamental, realizam pesquisas científicas que podem ser usadas como suporte à pesca artesanal. Para mais informações, acesse os sites: www.furg.br e www.institutochicomendes.org.br.
A pesca artesanal da Tainha, tradicional na costa catarinense, enfrentou temporada muito inferior à do ano passado. Com início em 1° de maio e término em 30 de junho, teve em 2008, uma das temporadas mais fracas dos últimos anos.
Apesar de não haver registro oficial da quantidade pescada, estima-se que a queda tenha sido de 70% em relação ao ano passado aproximadamente. Uma das razões mais evidentes é a prolongação do verão e das temperaturas mais elevadas, contrariando a normalidade.
Os cardumes passam pelo litoral do estado provenientes da região da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, em direção ao Rio de Janeiro, para a reprodução. Segundo a Sindpesca - Sindicato dos Pescadores de Santa Catarina, não há muito o que fazer para garantir uma boa temporada de pesca já que isso depende de fatores naturais.
Contudo, o setor enfrenta dificuldade quando as embarcações necessitam de socorro, por parte do governo. “Alegam que falta combustível nos equipamentos, fazem inúmeros questionamentos e são incompetentes no resgate. Podemos ouvir os pedidos de socorro pelo rádio, mas não temos o que fazer”, explica o presidente da Sindpesca, Osvani Gonçalves. Para ele, a tradição de pesca artesanal na região está sendo destruída por falta de incentivo.
O Chefe do departamento de Segurança de Tráfego Aquaviário, Camilo Berni Nunes, da Capitania dos Portos, afirma que desconhece tal problema nos resgates. Assume porém, que a elevada quantidade de embarcações irregulares, sem as devidas medidas de precaução a situações de risco, atrapalha a atuação do seu departamento.
Existem 6380 embarcações de pesca registradas e devidamente regularizadas em Santa Catarina. A fiscalização é de responsabilidade do IBAMA - órgão federal, em conjunto com a Polícia Ambiental estadual.Para a regulamentação das atividades pesqueiras, foi realizada em Itajaí, no ano passado, uma reunião entre comunidades e colônias interessadas. O processo gerou a Normativa 171, que instituiu novas diretrizes para o setor, disponibilizada no endereço eletrônico www.ibama.gov.br/cepsul. A FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Instituto Chico Mendes - organização não governamental, realizam pesquisas científicas que podem ser usadas como suporte à pesca artesanal. Para mais informações, acesse os sites: www.furg.br e www.institutochicomendes.org.br.
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